Diário de viagem - Me aventurando na Nova Zelândia

Auckland, Nova Zelândia.

Estou escrevendo do futuro. E não é de se admirar já que estou morando 16 horas a frente do Brasil. Mas hoje quero dizer que vou falar sobre o passado mesmo. Já estou em Auckland faz três dias, mas só agora consegui tempo para comecar a publicar no blog relatos dessa minha nova experiência. Gente, eu nunca aprendi como que faz para digitar o c cedilha nesse teclado, nem sei se dá. Quando precisa muito eu trabalho no ctrl C ctrl V, mas mó preguica né, vocês entendem. Vai ser assim mesmo por aqui porque quero que essa escrita seja mais ágil. Enfim, estou aqui faz três dias e tenho coisas para contar desde antes de chegar aqui, por isso vou começar falando sobre o passado, mais especificamente sobre três dias atrás.
Não, pera... faz quatro dias que eu cheguei? Agora tô confusa. Minha cabeça anda tão atrapalhada com o passar do tempo nesses últimos dias. Hoje é dia primeiro aqui, eu viajei dia 27 no Brasil. Então viajei dia 28 aqui. Então tudo começou no dia 27 do Brasil e 28 da Nova Zelândia. E hoje é dia 31 do Brasil e 1 da Nova Zelândia. Então são quatro dias. Vou começar falando sobre quatro dias atrás. Em torno de quatro dias, por aí... Você entendeu.
Bom, no dia 27 brasileiro eu acordava no meu último dia morando em Niterói, Rio de Janeiro. E que dia maravilhoso naquela cidade maravilhosa. Eu sei que o título de cidade maravilhosa é do Rio de Janeiro, mas o que é Niterói senão uma extensão do Rio? O céu estava limpo, muito azul, o sol estava feliz. Fazia um calor de uns 38 graus e eu amo o calor. Devo confessar que foi uma despedida difícil. Eu estava dizendo tchau para tudo que eu amo, tudo que é confortável e conhecido e partindo para uma incógnita. Era algo que eu precisava fazer, esse foi sempre o pensamento. Era esse o meu próximo passo, porque eu não posso ficar parada e a vida estava me chamando naquela direção. Uma espécie de terror me acompanhou nos últimos dias de Brasil porque eu sabia que na verdade eu não sabia de nada do que me aguardava pela frente e eu sabia que tudo isso era um grande risco. Me atirei do penhasco, segui o medo até o fim e não tentei desviar para outra direção. Ainda não sei aonde essa estrada vai me levar, estou apenas no início, e um início cheio de jet lag vou te contar viu. São cinco horas da tarde e eu já estou exausta, meu corpo pensa que já são uma da manhã. No minha primeira manhã aqui eu acordei às cinco da manhã e não tinha o que me fizesse dormir de novo.
Apesar de estar na companhia insistente do medo nos últimos dias ou últimas semanas em que estive no Brasil, no dia da viagem eu estava eufórica. Eu estava transbordando de felicidade. Eu escrevi assim no meu diário:
"No avião entre o Rio e Buenos Aires
Eu estou explodindo de felicidade. Eu estou transbordando de amor. Recebi tantas mensagens maravilhosas nos últimos dois dias. Pessoas me mandando afeto, me incentivando, me dizendo coisas tão bonitas. Estou sentada no avião nesse momento e chega a ser difícil respirar com tantas emoções fortes dentro do meu peito. Tenho um monte de mensagens no meu celular, tenho uma barra de chocolate na minha mochila, tenho um monte de gente dentro do meu coração. Eu tenho muita sorte. Eu sou muito feliz. Eu quero continuar assim."

Vamos deixar esse primeiro post por aqui. Eu vou continuar falando sobre o passado nesses próximos dias, até que eu chegue no presente daqui, que é o futuro para quem está lendo do Brasil. Um beijinho.

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