Diário de viagem - Me aventurando pela Nova Zelândia
Auckland, 03 de Novembro de 2019.
19:20 horas
Hoje fez um dia quente! Que maravilha! Nem tinha tanto vento, deu para viver pela rua sem o casaquinho por um tempo. Aumentam aí as esperanças de que dê para passar o verão de shortinho.
Fizemos nossa mudança hoje para o Airbnb em que vamos morar pelos próximos cinco dias, tempo que temos para decidir a nossa vida e encontrar um lugar ligeiramente mais definitivo para nós. Eu ainda não contei toda complexidade da nossa questão de moradia aqui na Nova Zelândia. Vou contar, mas outro dia. Hoje vamos voltar ao passado mais uma vez.
Antes de voltar no tempo quero adicionar aqui que o Florent, suíço que estava dividindo apartamento com o Nebojsa, encontrou para vender uns petiscos de tarântulas. Ele ficou tão maravilhado e aterrorizado com a própria descoberta que resolveu desafiar o Nebojsa e um outro amigo deles (o Ravi, da Índia) a comer a bichinha. Eles compraram uma au naturel e uma coberta de chocolate. Todos estão ainda vivos, vamos esperar por notícias do dia seguinte. Aparentemente a aranha tem um sabor salgadinho que contrasta com a cobertura de chocolate. Não, eu não experimentei, já passei da fase de achar que a gente tem que provar tudo na vida, tem coisa que não precisa.
No avião entre o Rio e Buenos Aires, 27 de Outubro de 2019.
19:30 horas
Tenho que confessar que estou bem cansada. Com fome também. Eu estava esperando que eles servissem alguma comida nesse vôo, mas não tenho certeza. Acho que vou apelar para a barra de chocolate que eu trouxe. Presente de despedida do Luan, tão fofo.
Está sendo uma viagem bem turbulenta. Eles estão deixando os banheiros fechados porque teoricamente deveríamos ficar sentados com os cintos afivelados. Só que eu estou morrendo de vontade de fazer xixi, caminhei até o banheiro e a aeromoça me falou que eles só vão abrir as portas depois que os sinais de atar os cintos forem desligados. Me sentei em uma poltrona vazia perto da porta do banheiro. Veio um homem também com o mesmo problema que eu e sentou do meu lado. Comentamos sobre aquela tortura que era não saber quando poderíamos fazer xixi tendo o banheiro ali tão pertinho. Depois não falamos mais nada, acho que estar apertado para fazer xixi não proporciona identificação suficiente para surgir uma amizade. O sinal do cinto apagou, a porta abriu, corri, que alívio. Vida que segue.
Eu não devo dormir agora, mesmo cansada, vou tentar guardar o sono para dormir na viagem mais longa. Ah, não comentei né, estou voando de Aerolíneas Argentinas até Buenos Aires e de lá pego o vôo da Air New Zealand. É a minha primeira experiência com ambas, mas com a argentina vai ser nesse vôo curto né, não tem muito o que dar errado. Só essa comida que tinha que chegar logo.
É engraçado me comunicar em espanhol nesse avião. É engraçado pensar que eu me sinto muito mais confortável me comunicando em inglês do que em espanhol. Eu fico sempre com medo de estar falando portunhol, apesar de já ter recebido elogios de nativos do idioma.
"Estou sentada no avião saboreando vagarosamente um delicioso chocolate, escutando música e sentindo mais do que pensando na vida."
A ansiedade aumenta com a aproximação vagarosa do carrinho de comidas e bebidas do avião. O cheiro de algo que pode matar a minha fome fica cada vez mais forte e sinto minhas pernas balançarem para cima e para baixo impacientes. Meu estômago se alegra em antecipação agora que sei que não vou ter que esperar até chegar ao aeroporto para comer. O cheirinho de café sempre me atrai, mas não seria inteligente tomar café agora, quero dormir no próximo vôo. Poderia tomar um chazinho de camomila, mas eles nunca tem. Já vi aqui da distância que a comida é um sanduíche de queijo e presunto. Bom, melhor que nada. Agora, o que beber? Não parece que tem muitas opções, vejo refri, água e café. Peguei um chá preto. Veio um mini alfajor também, o que foi uma grande surpresa.
19:20 horas
Hoje fez um dia quente! Que maravilha! Nem tinha tanto vento, deu para viver pela rua sem o casaquinho por um tempo. Aumentam aí as esperanças de que dê para passar o verão de shortinho.
Fizemos nossa mudança hoje para o Airbnb em que vamos morar pelos próximos cinco dias, tempo que temos para decidir a nossa vida e encontrar um lugar ligeiramente mais definitivo para nós. Eu ainda não contei toda complexidade da nossa questão de moradia aqui na Nova Zelândia. Vou contar, mas outro dia. Hoje vamos voltar ao passado mais uma vez.
Antes de voltar no tempo quero adicionar aqui que o Florent, suíço que estava dividindo apartamento com o Nebojsa, encontrou para vender uns petiscos de tarântulas. Ele ficou tão maravilhado e aterrorizado com a própria descoberta que resolveu desafiar o Nebojsa e um outro amigo deles (o Ravi, da Índia) a comer a bichinha. Eles compraram uma au naturel e uma coberta de chocolate. Todos estão ainda vivos, vamos esperar por notícias do dia seguinte. Aparentemente a aranha tem um sabor salgadinho que contrasta com a cobertura de chocolate. Não, eu não experimentei, já passei da fase de achar que a gente tem que provar tudo na vida, tem coisa que não precisa.
No avião entre o Rio e Buenos Aires, 27 de Outubro de 2019.
19:30 horas
Tenho que confessar que estou bem cansada. Com fome também. Eu estava esperando que eles servissem alguma comida nesse vôo, mas não tenho certeza. Acho que vou apelar para a barra de chocolate que eu trouxe. Presente de despedida do Luan, tão fofo.
Está sendo uma viagem bem turbulenta. Eles estão deixando os banheiros fechados porque teoricamente deveríamos ficar sentados com os cintos afivelados. Só que eu estou morrendo de vontade de fazer xixi, caminhei até o banheiro e a aeromoça me falou que eles só vão abrir as portas depois que os sinais de atar os cintos forem desligados. Me sentei em uma poltrona vazia perto da porta do banheiro. Veio um homem também com o mesmo problema que eu e sentou do meu lado. Comentamos sobre aquela tortura que era não saber quando poderíamos fazer xixi tendo o banheiro ali tão pertinho. Depois não falamos mais nada, acho que estar apertado para fazer xixi não proporciona identificação suficiente para surgir uma amizade. O sinal do cinto apagou, a porta abriu, corri, que alívio. Vida que segue.
Eu não devo dormir agora, mesmo cansada, vou tentar guardar o sono para dormir na viagem mais longa. Ah, não comentei né, estou voando de Aerolíneas Argentinas até Buenos Aires e de lá pego o vôo da Air New Zealand. É a minha primeira experiência com ambas, mas com a argentina vai ser nesse vôo curto né, não tem muito o que dar errado. Só essa comida que tinha que chegar logo.
É engraçado me comunicar em espanhol nesse avião. É engraçado pensar que eu me sinto muito mais confortável me comunicando em inglês do que em espanhol. Eu fico sempre com medo de estar falando portunhol, apesar de já ter recebido elogios de nativos do idioma.
"Estou sentada no avião saboreando vagarosamente um delicioso chocolate, escutando música e sentindo mais do que pensando na vida."
A ansiedade aumenta com a aproximação vagarosa do carrinho de comidas e bebidas do avião. O cheiro de algo que pode matar a minha fome fica cada vez mais forte e sinto minhas pernas balançarem para cima e para baixo impacientes. Meu estômago se alegra em antecipação agora que sei que não vou ter que esperar até chegar ao aeroporto para comer. O cheirinho de café sempre me atrai, mas não seria inteligente tomar café agora, quero dormir no próximo vôo. Poderia tomar um chazinho de camomila, mas eles nunca tem. Já vi aqui da distância que a comida é um sanduíche de queijo e presunto. Bom, melhor que nada. Agora, o que beber? Não parece que tem muitas opções, vejo refri, água e café. Peguei um chá preto. Veio um mini alfajor também, o que foi uma grande surpresa.
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